top of page

“Fantasia, literatura fantástica e contos de fadas”

Há histórias que imitam a realidade. Outras a interrogam. E existem aquelas que constroem um mundo aparentemente impossível para que possamos enxergar, com renovada clareza, o mundo em que vivemos.
Dragões, florestas encantadas, animais que falam, objetos mágicos, reinos invisíveis e passagens secretas não são apenas adornos de uma literatura destinada à infância. São elementos de uma linguagem muito antiga por meio da qual a humanidade enfrenta seus medos, expressa seus desejos, procura sentido para o sofrimento e imagina a possibilidade de transformação.
É nesse vasto território que se encontram os contos de fadas, a literatura fantástica e a literatura de fantasia. Embora frequentemente tratados como sinônimos, esses campos possuem características diferentes. Todos nascem da capacidade humana de imaginar, mas cada um estabelece uma relação particular com o real, o impossível e o maravilhoso.
Três caminhos para além do mundo visível
Os contos de fadas procedem da tradição oral, do mito, do folclore e da memória coletiva. Neles, a presença do maravilhoso não exige explicações. Uma menina pode conversar com um lobo; um príncipe pode ser transformado em animal; uma casa pode ser feita de doces; uma abóbora pode tornar-se carruagem. O extraordinário faz parte da estrutura natural do mundo narrado.
Nem todos os contos de fadas, entretanto, possuem fadas. George MacDonald observou que essas histórias não são definidas pela presença de criaturas aladas, mas pela existência de uma ordem imaginativa própria. Dentro delas, os acontecimentos devem respeitar uma coerência interna. O mundo pode ser impossível segundo as leis da natureza, mas não deve ser arbitrário segundo as leis da narrativa.
A literatura fantástica, em seu sentido teórico mais rigoroso, trabalha de outra maneira. Em Introdução à Literatura Fantástica, Tzvetan Todorov afirma que o fantástico nasce da hesitação: diante de um acontecimento extraordinário, o personagem e o leitor não sabem se estão perante um fenômeno sobrenatural ou diante de algo que ainda poderá receber uma explicação racional.
A casa está realmente assombrada ou o personagem enlouqueceu? O morto voltou ou tudo é produto da culpa? Houve um milagre, uma alucinação ou um engano?
Essa incerteza é o coração do fantástico. Quando o fenômeno recebe uma explicação racional, a narrativa aproxima-se do estranho. Quando o sobrenatural é aceito como verdadeiro, entramos no território do maravilhoso. Para Todorov, o fantástico propriamente dito permanece durante o intervalo da dúvida.
Já a literatura de fantasia costuma apresentar o sobrenatural como parte assumida do universo narrativo. Em O Senhor dos Anéis, não nos perguntamos se os elfos, os orques ou os ents são alucinações de Frodo. Eles pertencem à realidade da Terra-média. Em As Crônicas de Nárnia, ninguém precisa demonstrar cientificamente por que animais falam ou por que existe uma feiticeira capaz de aprisionar um país em um inverno prolongado.
A fantasia não pede ao leitor que acredite que seus acontecimentos existam em nosso mundo. Ela pede algo mais sutil: que reconheçamos a verdade humana existente dentro do mundo imaginado.
Tolkien e o direito de criar mundos
Poucos autores refletiram tão profundamente sobre a fantasia quanto J. R. R. Tolkien. Em Árvore e Folha, particularmente no ensaio “Sobre Contos de Fadas”, ele procura compreender o que são essas histórias, de onde vêm e para que servem.
Para Tolkien, a fantasia não é uma falsificação da realidade. É uma atividade legítima da imaginação humana. O escritor torna-se um subcriador: não cria a partir do nada, como Deus, mas reorganiza elementos da criação — árvores, pedras, homens, estrelas, pão, vinho, coragem, medo e esperança — formando um mundo secundário.
Esse mundo precisa possuir consistência interna. Enquanto o autor mantém sua coerência, o leitor experimenta aquilo que Tolkien chama de crença secundária. Não se trata simplesmente de “suspender a descrença”, como quem tolera uma mentira durante algumas horas. O leitor entra voluntariamente em um mundo e reconhece que, dentro de suas leis, aquilo é verdadeiro.
Por isso, uma narrativa de fantasia não se sustenta apenas pela quantidade de criaturas mágicas que contém. Um mundo pode possuir dragões, magos e dezenas de mapas e ainda assim parecer artificial. A verdadeira fantasia exige consistência, beleza, linguagem e necessidade narrativa.
Em Árvore e Folha, Tolkien identifica quatro grandes dimensões dos contos de fadas: fantasia, recuperação, escape e consolação.
-A fantasia é a capacidade de conceber aquilo que não está imediatamente presente aos sentidos e, depois, conferir-lhe uma forma artística convincente. Não é o oposto da razão. Pelo contrário: quanto mais extraordinário for o mundo criado, maior será a necessidade de coerência.
-A imaginação não destrói a realidade. Ela trabalha com seus elementos, separando-os de suas associações habituais e recombinando-os de modo inesperado.
Recuperação
A recuperação é a possibilidade de voltar a enxergar aquilo que a familiaridade tornou invisível. Vemos árvores todos os dias e, justamente por isso, podemos deixar de percebê-las. Depois de caminhar pelas florestas de Tolkien, porém, uma árvore comum talvez nunca mais pareça inteiramente comum.
A fantasia limpa o vidro embaçado do hábito. Ela devolve estranheza, beleza e valor às coisas conhecidas. Ao nos apresentar outros mundos, ensina-nos a olhar novamente para o nosso.
Escape
Tolkien também defende a evasão — não a fuga covarde de quem abandona suas responsabilidades, mas o escape legítimo de quem reconhece a existência de uma prisão.
Há uma diferença entre o desertor, que foge do campo de batalha, e o prisioneiro, que tenta escapar de uma cela. A fantasia pode libertar o leitor das tiranias do presente: da ideia de que apenas o visível é real, de que o poder sempre vence, de que o sofrimento possui a palavra final ou de que o mundo não poderia ser diferente.
A evasão da fantasia não precisa afastar-nos da realidade. Pode devolver-nos a ela com maior coragem.
Consolação
A consolação é a experiência de uma alegria inesperada: o momento em que, depois de toda perda, surge uma possibilidade de restauração. Tolkien chama essa virada de eucatástrofe — a boa catástrofe, a súbita passagem da escuridão para a esperança.
A eucatástrofe não nega o sofrimento. Ela só recusa a ideia de que o sofrimento seja soberano. Gandalf cai, Frodo é ferido, a Sociedade do Anel é desfeita e a Terra-média permanece marcada por perdas irreversíveis. A esperança, contudo, ainda pode surgir exatamente quando tudo parece perdido.
É por isso que a consolação dos contos de fadas não é uma felicidade barata. Ela conhece a noite, mas não concede à noite a vitória definitiva.
George MacDonald: uma história não é uma equação
Antes de Tolkien e C. S. Lewis, George MacDonald já havia compreendido que os contos de fadas não deveriam ser reduzidos a lições disfarçadas.
No ensaio “A Imaginação Fantástica”, MacDonald rejeita a ideia de que uma história precise possuir uma única interpretação correta, determinada antecipadamente pelo autor. Para ele, se o conto tiver proporção, harmonia e vitalidade, carregará algum sentido; entretanto, leitores diferentes poderão descobrir nele significados diferentes, conforme sua experiência, maturidade e sensibilidade.
Isso não significa que qualquer interpretação seja válida. A própria história estabelece limites. Significa, porém, que uma narrativa viva é maior do que uma moral resumida em uma frase.
MacDonald compara implicitamente o artista a alguém que cria formas belas, não a um professor que interrompe a história para explicar constantemente o que cada símbolo significa. Quando se pergunta qual é a “mensagem” de um conto, talvez a primeira resposta deva ser: leia o conto novamente.
Em obras como A Princesa e o Goblin, A Princesa Leve, Phantastes e Lilith, MacDonald conduz o leitor por espaços em que beleza e perigo convivem. Suas imagens não se deixam aprisionar facilmente por interpretações únicas. Elas atuam como sonhos: não porque sejam irracionais, mas porque alcançam regiões da consciência às quais o discurso direto raramente chega.
Essa abertura influenciou profundamente C. S. Lewis, que considerava MacDonald seu grande mestre no campo da imaginação.
C. S. Lewis e a verdade que entra pela porta da imaginação
C. S. Lewis percebia que determinadas verdades perdem parte de sua força quando se tornam excessivamente familiares. Palavras como bondade, sacrifício, redenção e graça podem ser repetidas tantas vezes que deixam de provocar espanto.
No ensaio “Às Vezes, os Contos de Fadas Dizem Melhor o que Deve Ser Dito”, reunido em Sobre Histórias, Lewis explica que a criação de um mundo imaginário pode libertar essas verdades de associações desgastadas. Em vez de apresentar uma ideia de maneira abstrata, a narrativa permite que o leitor a encontre encarnada em personagens, escolhas, medos e consequências.
Ao deslocar certas verdades para um mundo imaginário, Lewis acreditava ser possível fazê-las aparecer novamente em toda a sua potência, passando pelos “dragões vigilantes” que protegem nossa sensibilidade contra aquilo que já julgamos conhecer.
É isso que acontece em As Crônicas de Nárnia. Aslam não é importante apenas porque simboliza alguma coisa. Ele é importante porque, dentro da narrativa, é belo e terrível, manso e poderoso, próximo e indomável. Antes de ser transformado em conceito, ele é encontrado como personagem.
Lewis também recusava a noção de que histórias de fantasia fossem necessariamente infantis no sentido pejorativo. A boa literatura para crianças não precisa empobrecer o mundo. Pode, ao contrário, respeitar a inteligência infantil e, ao mesmo tempo, alcançar o adulto. Uma história verdadeiramente boa para crianças pode continuar sendo lida quando a infância termina, pois fala não apenas a uma faixa etária, mas à dimensão imaginativa do ser humano.
Monteiro Lobato e a brasilidade do maravilhoso
No Brasil, Monteiro Lobato realizou uma operação literária decisiva: transformou o patrimônio dos contos de fadas, das fábulas, dos mitos e dos clássicos em matéria de conversa, reinvenção e aventura brasileira.
Em Reinações de Narizinho, o maravilhoso não está isolado em um reino distante. Ele entra pela cozinha, atravessa o quintal, senta-se à mesa e discute com Dona Benta. No Sítio do Picapau Amarelo, personagens provenientes de tradições diferentes podem encontrar figuras da história, da ciência, da mitologia e da literatura universal.
Lobato não se limita a reproduzir os contos recebidos da Europa. Ele os desloca, questiona e mistura com a experiência brasileira. Emília, especialmente, funciona como uma força de desobediência imaginativa. Ela interrompe solenidades, questiona autoridades, desmonta palavras e recusa aceitar o mundo apenas porque os adultos dizem que ele deve ser assim.
A boneca não representa apenas a fantasia infantil; representa a imaginação crítica.
Em O Picapau Amarelo, a fronteira entre o mundo cotidiano e o País das Fábulas praticamente desaparece. As personagens imaginárias passam a habitar o espaço brasileiro. Essa transformação possui grande importância simbólica: o Brasil deixa de ser apenas consumidor de histórias estrangeiras e passa a ser um lugar no qual as tradições do mundo podem ser recebidas, discutidas e recriadas.
Estudo recente sobre Reinações de Narizinho e O Picapau Amarelo destaca justamente essa união entre real e maravilhoso, pela qual Lobato estimula a imaginação e coloca valores morais em debate sem eliminar a liberdade da narrativa.
Sua obra deve ser lida criticamente, inclusive diante de aspectos raciais e sociais que hoje exigem discussão séria. Reconhecer esses problemas não obriga o leitor a ignorar sua contribuição literária. Pelo contrário: permite compreender sua obra dentro da história brasileira, acolhendo sua inventividade e enfrentando suas contradições. Ler criticamente não é apagar o passado. É impedir que o passado passe por nós sem ser compreendido.
Contos de fadas não foram feitos apenas para adormecer crianças
Os contos de fadas, em suas formas tradicionais, costumam ser mais sombrios do que muitas adaptações contemporâneas. Neles encontramos abandono, fome, morte, crueldade, metamorfose, florestas ameaçadoras e famílias desfeitas.
Essas histórias não escondem que o mundo pode ser perigoso. Em vez disso, transformam o perigo em imagens que podem ser contempladas, narradas e atravessadas.
A floresta representa o espaço em que os caminhos conhecidos desaparecem. O lobo reúne ameaça, desejo e engano. A casa significa proteção, mas também pode tornar-se prisão. A madrasta pode personificar o colapso da segurança familiar. A metamorfose expressa tanto o medo de perder a identidade quanto a esperança de adquirir uma nova forma.
Em A Psicanálise dos Contos de Fadas, Bruno Bettelheim argumenta que essas narrativas oferecem às crianças formas simbólicas para enfrentar conflitos internos. Algumas conclusões do autor foram posteriormente discutidas e contestadas, mas sua percepção de que o conto trabalha por imagens — e não apenas por explicações — continua influente.
Marina Warner, em Da Fera à Loira: Sobre Contos de Fadas e seus Narradores, amplia essa compreensão ao estudar quem contou essas histórias, em quais condições e como elas foram transformadas ao longo do tempo. Os contos não chegaram até nós como peças imutáveis. Foram narrados, corrigidos, censurados, adaptados e reapropriados por diferentes gerações.
Por isso, cada nova versão revela tanto a história antiga quanto a época que decidiu recontá-la.
A fantasia não é inimiga da verdade
Uma das acusações mais frequentes contra a fantasia é a de que ela seria uma fuga da verdade. Mas toda literatura reorganiza a realidade. Até o romance mais realista seleciona acontecimentos, ordena o tempo, escolhe perspectivas e constrói personagens.
A questão não é saber se uma história inventa, mas o que sua invenção nos permite reconhecer.
Ursula K. Le Guin, em seus ensaios reunidos em A Linguagem da Noite, insiste que a fantasia depende não apenas de criaturas ou cenários, mas da linguagem capaz de sustentar outro mundo. Em “Da Terra dos Elfos a Poughkeepsie”, ela examina precisamente a importância do estilo: não basta colocar espadas, magos e reis em uma narrativa escrita com linguagem indiferente. O tom precisa carregar o peso, a distância e a coerência do mundo criado. O ensaio nasceu de uma palestra sobre a linguagem e o estilo da fantasia.
A grande fantasia não nos oferece uma cópia empobrecida do cotidiano. Ela cria distância suficiente para que possamos contemplar questões universais: poder, morte, identidade, tentação, responsabilidade, liberdade, amizade e esperança.
É possível discutir a sedução do poder por meio de um tratado filosófico. Tolkien o faz por meio de um anel.
É possível falar sobre culpa e autoconhecimento por conceitos psicológicos. Le Guin os transforma na sombra que persegue Ged em O Feiticeiro de Terramar.
É possível tratar da redenção em linguagem teológica. Lewis nos apresenta um leão que aceita morrer no lugar de um traidor.
A imagem não substitui o pensamento. Ela oferece ao pensamento uma forma que pode ser vista, sentida e lembrada.
A imaginação como responsabilidade
Nem toda fantasia é profunda apenas por ser fantasia. A presença do sobrenatural não garante qualidade literária, assim como a presença de fatos reais não garante verdade artística.
Uma obra de fantasia torna-se significativa quando suas imagens possuem consequências; quando o mundo criado apresenta coerência; quando o bem não é confundido com facilidade; quando o mal não existe apenas para decorar a aventura; e quando as escolhas dos personagens revelam alguma coisa sobre a condição humana.
A imaginação também possui uma dimensão ética. Os mundos que criamos mostram o que tememos, aquilo que desejamos e as formas de poder que estamos dispostos a aceitar.
Por isso, a fantasia pode consolar, mas também advertir. Pode recuperar a beleza do mundo, mas também revelar sua violência. Pode mostrar reinos ideais ou expor impérios construídos sobre a opressão. Pode resgatar mitos antigos ou questionar quem foi excluído deles. A imaginação não é uma sala sem portas. Tudo o que encontramos nela retorna conosco ao mundo real.
Entre livros e ideias
A literatura de fantasia, a literatura fantástica e os contos de fadas nascem de tradições diferentes, mas compartilham uma mesma convicção: a realidade é maior do que aquilo que conseguimos medir.
Todorov mostra que o fantástico habita a dúvida. MacDonald ensina que uma história viva não pode ser reduzida a uma fórmula. Tolkien demonstra que a fantasia recupera, liberta e consola. Lewis revela que certas verdades chegam mais profundamente quando atravessam a imaginação. Le Guin recorda que outro mundo precisa de uma linguagem capaz de sustentá-lo. E Monteiro Lobato mostra que o maravilhoso pode atravessar oceanos, instalar-se em um sítio brasileiro e aprender a falar com nossa própria voz.
Talvez seja essa a grande força dessas narrativas: elas nos fazem sair do mundo habitual para que possamos retornar a ele transformados. Fechamos o livro, mas alguma coisa permanece aberta. A árvore volta a parecer misteriosa. A noite recupera sua profundidade. O caminho sugere uma escolha. E a esperança, tantas vezes desgastada pelo uso, torna-se novamente uma palavra possível.
Referências
BETTELHEIM, Bruno. A Psicanálise dos Contos de Fadas. São Paulo: Paz e Terra.
COELHO, Nelly Novaes. O Conto de Fadas: Símbolos, Mitos, Arquétipos. São Paulo: Paulinas.
LE GUIN, Ursula K. A Linguagem da Noite: Ensaios sobre Fantasia e Ficção Científica. Inclui o ensaio “Da Terra dos Elfos a Poughkeepsie”.
LEWIS, C. S. As Crônicas de Nárnia. São Paulo: WMF Martins Fontes.
LEWIS, C. S. Sobre Histórias. Ensaios sobre literatura, imaginação e contos de fadas.
LOBATO, Monteiro. Reinações de Narizinho. São Paulo: Companhia Editora Nacional, primeira reunião em volume, 1931.
LOBATO, Monteiro. O Picapau Amarelo. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1939.
MACDONALD, George. A Princesa e o Goblin.
MACDONALD, George. Phantastes: Um Romance de Fadas para Homens e Mulheres.
MACDONALD, George. “A Imaginação Fantástica”. Ensaio originalmente publicado como introdução a uma coletânea de seus contos de fadas.
OLIVEIRA, B. da S. O. de. “O encantamento e a moral em Reinações de Narizinho e O Picapau Amarelo: a função da fantasia”. Cadernos de Pós-Graduação em Letras, v. 26, n. 1, p. 60–77, 2026. DOI: 10.5935/cadernosletras.v26n1p60-77.
TODOROV, Tzvetan. Introdução à Literatura Fantástica. São Paulo: Perspectiva.
TOLKIEN, J. R. R. Árvore e Folha. Inclui “Sobre Contos de Fadas” e “Folha, de Cisco”. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil.
WARNER, Marina. Da Fera à Loira: Sobre Contos de Fadas e seus Narradores. São Paulo: Companhia das Letras.
bottom of page