
Mangás & HQs
Narrativas desenhadas que transformam silêncio, memória e imaginação em literatura visual

Antes dos mangás, as histórias em quadrinhos já haviam conquistado minha imaginação. Entre aventuras, humor e personagens inesquecíveis, relembro os mundos que ajudaram a formar o leitor que sou.
Antes de conhecer os mangás, eu já havia sido conquistado pelas histórias em quadrinhos. Minha imaginação cresceu entre páginas ilustradas, balões de diálogo, aventuras improváveis e personagens que pareciam existir em algum lugar entre a realidade e o sonho.
Vieram primeiro publicações como Kripta, com suas histórias sombrias, fantásticas e muitas vezes perturbadoras. Depois apareceu a irreverência da consagrada MAD, que me ensinou que os quadrinhos também podiam zombar do mundo, desconstruir seus heróis e revelar, por meio do humor, o absurdo escondido na vida cotidiana.
Também desenvolvi uma paixão especial por Mortadelo e Salaminho. Foram incontáveis as risadas que tive com aqueles agentes completamente desastrados, criados pelo espanhol Francisco Ibáñez. Seus disfarces absurdos, perseguições caóticas e missões que inevitavelmente terminavam em confusão faziam parte da graça. Nada funcionava como deveria — e essa era precisamente a genialidade da dupla. Eu ria porque sabia que, mesmo diante do desastre anunciado, eles continuariam tentando.
Em outro registro, também fui conquistado por Mafalda, a menina criada pelo argentino Quino. Se Mortadelo e Salaminho me faziam rir pelo absurdo, Mafalda provocava um riso diferente: inteligente, crítico e, às vezes, desconfortável. Por trás de sua aparente inocência, ela interrogava os adultos, a política, as guerras, as injustiças e as contradições do mundo.
Mafalda conseguia fazer uma pergunta simples e, com ela, desmontar toda a segurança dos mais velhos. Suas conversas com Susanita, Manolito, Felipe, Miguelito e Libertad mostravam diferentes formas de olhar a sociedade. Eu ria, mas muitas vezes terminava a leitura pensativo. Quino sabia utilizar o humor para revelar que o mundo dos adultos nem sempre é tão racional quanto gosta de parecer.
Com o tempo, conheci os universos da Marvel e da DC Comics. A realidade Marvel sempre foi mais expressiva para mim. Seus personagens conviviam com problemas financeiros, conflitos familiares, rejeições, culpas, doenças e fracassos. Eles salvavam o mundo, mas frequentemente não conseguiam organizar a própria vida.
Curiosamente, eu gostava muito dos chamados heróis de segunda prateleira, aqueles que nem sempre ocupavam o centro das grandes campanhas. Talvez porque fossem mais vulneráveis, estranhos e imprevisíveis. Entretanto, três personagens mais conhecidos se tornaram verdadeiras fixações: Mulher-Maravilha, Thor e Homem-Aranha.
A Mulher-Maravilha representava força, dignidade e compaixão. Thor carregava a dimensão do mito, do destino e da responsabilidade. O Homem-Aranha, por sua vez, era o herói que precisava enfrentar vilões enquanto tentava sobreviver às dificuldades comuns da existência.
Nunca tive por Batman e por sua sombria Gotham City o mesmo fascínio que tantas pessoas demonstram. Reconheço sua importância, mas minha imaginação sempre procurou outros caminhos.
Dois personagens mais obscuros também me conquistaram: Hellboy e John Constantine. Ambos transitam entre o visível e o invisível, entre o sobrenatural e as feridas humanas. Hellboy parece lutar contra o destino que lhe foi imposto, enquanto Constantine enfrenta forças espirituais carregando seus próprios vícios, culpas e contradições. Não são heróis perfeitos — e talvez seja exatamente por isso que sejam tão interessantes.
Mais tarde aconteceu meu encontro com o Studio Ghibli. Foi uma espécie de passagem secreta.
A animação japonesa revelou-me uma maneira diferente de contar histórias. Ali, a fantasia não eliminava a realidade: tornava-a ainda mais profunda. Crianças podiam atravessar mundos espirituais, criaturas assustadoras podiam demonstrar ternura e os silêncios diziam tanto quanto os diálogos.
Foi por meio do Studio Ghibli que minha curiosidade pelos mangás, pelos mangakás e pelos animes se tornou uma verdadeira paixão. Passei a admirar não somente as histórias, mas também o ritmo da narrativa, a expressividade dos desenhos e a capacidade japonesa de transformar acontecimentos cotidianos em experiências poéticas.
Minha fixação se estabeleceu tanto no mangá quanto no anime. Gosto da experiência silenciosa de virar as páginas, observar os quadros e controlar o tempo da leitura. Mas também me encanto com o movimento, a música, as cores e as vozes da animação. São linguagens irmãs, embora cada uma possua sua própria maneira de tocar a sensibilidade.
Foi nesse caminho que encontrei autores como Jirō Taniguchi. Suas obras confirmaram algo que eu já começava a perceber: quadrinhos e mangás não são apenas entretenimento juvenil. Eles podem falar sobre memória, solidão, envelhecimento, amizade, família, perda e reconciliação.
Infelizmente, não consegui transmitir aos meus filhos essa mesma paixão. Cada geração encontra suas próprias portas de entrada para a imaginação, e talvez os caminhos deles tenham sido outros. Ainda assim, continuo retornando a essas obras.
Quando abro um mangá ou uma HQ, não encontro somente super-heróis, monstros, deuses ou mundos fantásticos. Encontro pessoas tentando compreender quem são. Encontro personagens que fracassam, perdem, amam, recomeçam e procuram algum sentido para continuar caminhando.
De Mortadelo e Salaminho vieram algumas de minhas melhores risadas. De Mafalda, vieram o riso e a inquietação. Dos super-heróis, vieram os conflitos entre poder e responsabilidade. Dos mangás e animes, veio a descoberta de que até o silêncio pode contar uma história.
Talvez essa seja a razão pela qual nunca abandonei os quadrinhos. Por trás das máscaras, dos poderes, das criaturas, das gargalhadas e dos mundos impossíveis, eles sempre me devolvem às situações mais humanas da existência.
Supere-se, aprenda mais. Ler é bom. Virando as Páginas!
Os Guardiões do Louvre: quando a arte atravessa o tempo
Existem livros que contam uma história. Outros nos convidam a atravessar uma porta. Os Guardiões do Louvre, de Jiro Taniguchi, pertence ao segundo grupo. Suas páginas não apresentam apenas uma visita ao museu mais famoso do mundo: elas transformam o Louvre em um território de memória, sonho, beleza e assombro.
A narrativa acompanha um desenhista japonês que, após uma viagem pela Europa, chega sozinho a Paris. Abatido por uma febre, ele permanece algum tempo no quarto do hotel, oscilando entre o sono e a realidade. Quando finalmente consegue visitar o Louvre, sua experiência deixa de ser apenas turística. O museu parece despertar ao seu redor.
As obras deixam de ser objetos imóveis. Os corredores perdem seus limites. O passado aproxima-se do presente, e certas figuras ligadas à arte e à história do museu passam a conduzir o visitante por uma jornada que não obedece completamente às regras do tempo.
Um Louvre feito de silêncio e memória
Jiro Taniguchi possuía uma capacidade extraordinária de narrar o silêncio. Em suas histórias, caminhar por uma rua, observar uma árvore ou permanecer diante de uma pintura pode carregar mais significado do que longos discursos.
Em Os Guardiões do Louvre, essa sensibilidade encontra o ambiente perfeito. O museu é apresentado como um lugar em que diferentes épocas continuam respirando juntas. Cada obra guarda não somente a intenção de quem a criou, mas também os olhares, conflitos e perdas daqueles que passaram por ela.
Taniguchi não trata o Louvre como um depósito de objetos valiosos. Para ele, o museu é um organismo vivo, protegido por pessoas visíveis e invisíveis. Seus guardiões não cuidam apenas das paredes ou dos quadros: preservam a memória humana contra o esquecimento.
Quando a História entra no museu
Um dos momentos mais marcantes da narrativa conduz o protagonista à Paris de 1939, durante a retirada das obras do Louvre diante da ameaça da Segunda Guerra Mundial.
Nesse ponto, o mangá revela que a preservação da arte não acontece de maneira automática. Homens e mulheres precisaram agir com inteligência, coragem e rapidez para impedir que parte daquele patrimônio fosse destruída ou tomada pela guerra.
A arte parece delicada diante da violência, mas Taniguchi demonstra que ela também possui uma forma silenciosa de resistência. Governos caem, exércitos avançam e cidades são feridas; ainda assim, uma pintura preservada pode atravessar os séculos e continuar testemunhando o que somos.
Guardar uma obra de arte, portanto, é guardar uma parte da humanidade.
Entre o sonho e a realidade
A febre do protagonista cria uma atmosfera de incerteza. Nem sempre sabemos onde termina a realidade e começa o sonho. Entretanto, essa dúvida não enfraquece a história. Pelo contrário: ela nos aproxima da experiência de contemplar uma grande obra.
Diante de uma pintura, também somos transportados. Permanecemos fisicamente no mesmo lugar, mas nossa imaginação atravessa paisagens, épocas e sentimentos que não nos pertenciam até aquele instante.
Taniguchi compreende que a arte modifica o observador. O homem que entra no Louvre não é exatamente o mesmo que sai dele. Durante sua caminhada, ele se encontra não apenas com artistas e personagens do passado, mas com suas próprias ausências, lembranças e feridas.
O museu torna-se um espelho.
A beleza do traço de Jiro Taniguchi
Visualmente, a obra é belíssima. A arquitetura do Louvre, as ruas de Paris e as paisagens relacionadas aos pintores são apresentadas com precisão e delicadeza. O desenho realista de Taniguchi não sufoca a imaginação; ele oferece ao leitor um mundo concreto o suficiente para que o extraordinário pareça possível.
As cores colaboram para distinguir emoções, lembranças e diferentes momentos da narrativa. Cada página parece construída com paciência. Não há pressa em conduzir o leitor. O autor permite que contemplemos os ambientes como se também estivéssemos caminhando pelos corredores do museu.
É uma leitura que pede silêncio.
Muito mais que uma visita ao Louvre
Os Guardiões do Louvre não é simplesmente um guia ilustrado do museu, tampouco uma aula convencional de História da Arte. É uma reflexão sobre memória, contemplação, perda e permanência.
Taniguchi nos lembra de que as obras sobrevivem porque alguém decide protegê-las. Sobrevivem porque ainda existem pessoas dispostas a olhar demoradamente para elas. A verdadeira morte de uma obra talvez não aconteça quando sua matéria desaparece, mas quando ninguém mais se permite ser tocado por ela.
Fechei este mangá com a sensação de ter visitado um Louvre diferente: não somente o edifício parisiense, mas aquele museu interior em que guardamos nossas lembranças, nossos mortos, nossas descobertas e as imagens que ajudaram a formar quem somos.
Jiro Taniguchi nos ensina que contemplar também é uma maneira de viajar. E que toda grande obra, quando verdadeiramente observada, pode se transformar em uma guardiã de nossa própria humanidade.
Armando Ribeiro
Virando as Páginas

Jirō Taniguchi: o homem que me ensinou a caminhar devagar
Há autores que encontramos cedo e que nos acompanham durante toda a vida. Outros chegam tarde, quase silenciosamente, quando imaginávamos já conhecer os caminhos essenciais da literatura. Jirō Taniguchi chegou tarde para mim. Entretanto, quando chegou, pareceu reconhecer imediatamente uma região da minha alma.
Meu primeiro encontro verdadeiramente marcante com sua obra aconteceu por meio de O Homem que Passeia — também publicado em diferentes traduções como O Homem que Anda ou O Homem que Caminha. São nomes distintos para a mesma obra original, Aruku Hito, mas todos dizem algo verdadeiro sobre ela: existe um homem e existe uma caminhada.
Só isso.
E, ao mesmo tempo, existe o mundo inteiro.
O protagonista não precisa salvar uma cidade, derrotar um inimigo ou encontrar um tesouro. Ele simplesmente caminha. Observa os subúrbios, sobe numa árvore, acompanha o movimento das nuvens, percebe os animais, contempla a chuva e se permite atravessar lugares que as pessoas apressadas já não conseguem enxergar.
A apresentação da própria editora descreve essas caminhadas como deambulações frequentemente silenciosas e solitárias, construídas por encontros ocasionais e pelo prazer de andar sem destino. Mas, para mim, o livro foi ainda mais do que isso: foi um convite para diminuir a velocidade da existência. Editora Devir — O Homem que Passeia
Foi assim que me apaixonei por Taniguchi: caminhando ao lado de um homem cujo nome talvez nem fosse necessário saber.
Depois vieram outros livros.
Li Guardiões do Louvre e descobri que Taniguchi também podia transformar um dos museus mais conhecidos do mundo numa espécie de território espiritual. O Louvre, em suas páginas, não é apenas um edifício cheio de obras famosas. É um lugar onde o tempo permanece acordado, onde artistas mortos continuam respirando por meio das pinturas e onde cada corredor parece guardar a memória daqueles que passaram por ele.
A obra nasceu do encontro de Taniguchi com o próprio museu e se tornou uma viagem interior, temporal e artística. A descrição da edição francesa fala justamente de uma travessia em busca do “espírito dos lugares”. É uma expressão belíssima, porque Taniguchi parecia possuir o dom de encontrar o espírito escondido nas paisagens, nas casas, nas ruas e nas pessoas. Futuropolis — Les Gardiens du Louvre
Em O Gourmet Solitário, escrito por Masayuki Kusumi e ilustrado por Taniguchi, encontrei outro tipo de peregrino. Gorō Inogashira percorre o Japão a trabalho e, entre um compromisso e outro, procura lugares onde possa comer. A princípio, parece uma proposta pequena: um homem entra sozinho num restaurante, escolhe um prato e faz sua refeição.
Nas mãos de Taniguchi, porém, comer deixa de ser apenas uma necessidade. Torna-se contemplação, descoberta e liberdade.
O alimento possui textura, temperatura, memória e história. Gorō não está somente provando uma comida; está entrando, ainda que por alguns minutos, na vida daquele bairro e das pessoas que o habitam. O prazer solitário não aparece como isolamento doloroso, mas como a capacidade de estar bem consigo mesmo e de encontrar beleza numa experiência aparentemente comum.
Li também Hotel Harbour View — Tokyo Killers e encontrei um Taniguchi diferente, ligado ao universo policial e ao chamado hard-boiled. Ali estão a violência, o crime, a noite, os ambientes urbanos e personagens que parecem viver sob alguma ameaça. É uma obra relacionada à fase em que Taniguchi colaborava com o roteirista Natsuo Sekikawa e experimentava formas mais sombrias de narrativa.
Mesmo nesse território áspero, eu reconhecia sua mão. Taniguchi já sabia construir atmosferas, controlar o silêncio entre os quadros e fazer uma cidade adquirir personalidade. Antes de se tornar conhecido como o poeta das caminhadas e da memória, ele também havia desenhado os becos escuros da condição humana.
Depois encontrei sua ficção científica em As Crônicas da Era do Gelo, publicada em dois volumes. Foi uma surpresa perceber a amplitude de sua imaginação. O homem que desenhava uma caminhada tranquila também podia criar uma aventura pós-apocalíptica de grandes proporções, marcada por gelo, sobrevivência, civilizações em perigo e pela luta humana contra um mundo transformado.
Mas mesmo quando contemplava catástrofes, Taniguchi não perdia o interesse pelas pessoas. A ficção científica não servia apenas para mostrar máquinas, paisagens congeladas ou perigos futuros. Servia para perguntar o que permanece humano quando quase tudo aquilo que conhecemos desaparece.
E então veio O Diário do Meu Pai.
Talvez poucas obras revelem de maneira tão delicada a distância que pode surgir entre um pai e um filho. Ao retornar para o funeral do pai, o protagonista precisa reorganizar as próprias lembranças. Aquilo que durante anos lhe pareceu abandono começa a adquirir novas explicações. O pai que ele julgava conhecer surge lentamente como outro homem: limitado, ferido, amoroso à sua maneira e marcado por circunstâncias que o filho não compreendia quando era criança.
Taniguchi sabia que a memória não é uma fotografia imóvel. Ela muda quando amadurecemos. Às vezes, precisamos envelhecer para finalmente compreender nossos pais.
Foi essa humanidade que me prendeu definitivamente à sua obra.
Li esses e outros livros. Falei sobre muitos deles em meu canal no YouTube, Virando as Páginas, tentando comunicar aos espectadores aquilo que suas histórias provocavam em mim. Entretanto, explicar Taniguchi nunca é uma tarefa simples. Como explicar um autor cuja grande força frequentemente está no que ele não diz?
Ele desenhava o intervalo.
Desenhava a pausa entre duas palavras, o vento passando pelas árvores, o homem sozinho diante de uma refeição, o filho revendo o rosto do pai, o visitante perdido num museu e a vida continuando discretamente enquanto o mundo parece ocupado demais para percebê-la.
Meu encontro com Taniguchi foi tardio, e talvez por isso tenha sido tão intenso. Encontrei seus livros numa idade em que já compreendia que caminhar pode ser mais importante do que chegar, que a memória pode doer e curar ao mesmo tempo e que a paz não é a ausência completa de sofrimento, mas uma maneira diferente de atravessá-lo.
Quando Jirō Taniguchi morreu, em 11 de fevereiro de 2017, aos 69 anos, senti uma dor verdadeira. Sua morte me condoeu como a partida de alguém que eu não havia conhecido pessoalmente, mas que já havia me acompanhado por ruas, restaurantes, montanhas, museus, lembranças familiares e mundos cobertos de gelo. Sua editora francesa, Casterman, promoveu naquele mesmo ano uma homenagem intitulada “Jirō Taniguchi: o passador” — uma imagem adequada para alguém que construiu tantas pontes entre o Japão e a Europa, o mangá e a banda desenhada, o movimento e a contemplação. Casterman — homenagem a Jirō Taniguchi
Taniguchi partiu, mas seus personagens continuam caminhando.
Continuam entrando em pequenos restaurantes, atravessando galerias, recordando os pais, observando jardins e procurando alguma forma de vida em meio ao gelo. Eles não correm para chegar ao final, porque sabem que a verdadeira história está nas coisas encontradas durante o caminho.
Quase todos os seus livros me trouxeram reflexão e paz. Não uma paz ingênua ou artificial, mas aquela que nasce quando alguém olha demoradamente para a existência e aceita que ela é feita de beleza e perda, encontros e despedidas, ruídos e silêncios.
Jirō Taniguchi sabia desenhar a vida.
E talvez seja esse o maior elogio que posso fazer a um artista: ele não desenhava apenas aquilo que os olhos conseguem ver. Desenhava aquilo que o coração reconhece quando finalmente aprende a caminhar devagar.
Armando Ribeiro
Supere-se, aprenda mais, ler é bom. Virando as Páginas.



Há histórias que falam por imagens, pausas e movimentos. Nesta seleção, reúno obras que me fizeram pensar, sorrir e reconhecer, entre quadros e páginas, algo profundamente humano.
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